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Pela primeira vez, TRC apresenta saldo de emprego negativo no semestre.

No primeiro semestre de 2015, as empresas de transporte rodoviário de carga do Pais fizeram 2.548 demissões a mais que contratações. É a primeira vez que o setor tem saldo negativo de empregos desde 2007 – primeiro ano em que é possível fazer a comparação no site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O pior resultado anterior era o de 2009, quando o saldo foi positivo em 10.742 vagas. E o melhor, em 2010, quando o TRC contratou 48.475 funcionários a mais que demitiu.

Os números mostram a gravidade da crise econômica sobre o setor, que havia passado por uma década de prosperidade. “Sou caminhoneiro há 22 anos. Nunca passei uma época assim. Os fretes estão ruins, o diesel só aumenta, os pedágios também”, afirma Márcio Nishimura, autônomo de Goiânia. Puxando carga seca e fracionada, ele diz que a situação piorou muito desde janeiro. “Tinha um frete para São Paulo que pagavam R$ 3.200. Agora pagam R$ 2.300″, afirma. Devido ao caro pedágio paulista, ele deixou de viajar para o Estado.

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Márcio Nishimura

Para tentar manter seu negócio, diz que passou a abastecer somente à vista. “Pago R$ 2,59 no litro do diesel. Se for com prazo de 10 dias, sobe para R$ 2,89″, conta. Os pneus, que pagaria R$ 1.400 a prazo, ele conseguiu por R$ 1.200 à vista. “Às vezes, até penso em desistir da minha profissão, mas eu gosto do que faço. Espero que as coisas melhorem”, declara.

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O autônomo de São Paulo Wanderley Queiroz jogou a toalha. Vendeu o caminhão (Volvo NL12 420 6×4) e foi trabalhar como taxista. “Era agregado na Usiminas. Fazia todo interior de São Paulo. O pedágio estava muito caro. Passei a fazer fretes mais baratos dentro da capital. Mas, a crise não deu trégua. Atendia várias montadoras. Com a queda nas vendas de automóveis e caminhões, a quantidade de frete despencou”, conta.

Já Luiz Antônio Rodrigues, dono da Expresso Luizão, de Contagem (MG), não se deixa abater. Ele montou sua empresa recentemente e faz o transporte de produtos Sealed Air (embalagens) com exclusividade em Minas Gerais. Rodrigues tem expectativa de que sua “pequena transportadora” irá dobrar de tamanho. “Estou negociando com uma outra grande distribuidora”, afirma.

Para baixar custos, diz estar ele mesmo pilotando um dos veículos da empresa. “Assim, eu conheço melhor as rotas e consigo otimizar as entregas com mais organização”, conta. Antes de ir para a estrada, as rotas consumiam três dias. Agora levam dois.

Há pouco tempo, Rodrigues ouviu de um amigo uma mensagem de otimismo. “Ele falou que estou iniciando uma empresa em um dos períodos mais turbulentos da economia. E que, quando vier a calmaria, estarei sólido por ter sobrevivido a toda esta tempestade. Torço para que ele esteja certo”, declara. A Expresso Luizão tem dois carros próprios e trabalha com seis agregados.

Entre 30% e 60% foi a redução de fretes sentida pela Transportes Inácio, com sede em Peritiba (SC). O proprietário Jeferson Luis Knob conta que diminuiu o número de viagens em que as sete carretas-baú frigorificadas da empresa seguem vazias. “Ainda que, na maioria das vezes, o frete de retorno seja só para pagar o diesel, a gente conseguiu diminuir em 50% as viagens sem carga”, declara.

Sem fórmula mágica

O assessor técnico da NTC&Logística Lauro Valdivia diz que não há fórmula mágica para as empresas adotarem durante a crise. A receita é a mesma de sempre: aumentar a produtividade dos caminhões e reduzir custos. “Tem de fazer todo o possível para reduzir a ociosidade dos veículos. Até, se for o caso, contratando mais um motorista para cada caminhão. E tentar reduzir o tempo de carga e descarga”, ensina.

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Valdívia: quanto maior a distância, menor o impacto

Ele ressalta que quem mais tem sofrido com a crise são as empresas que compraram muitos caminhões nos últimos anos, empolgadas com as facilidades dadas pelo governo. “Se a empresa tem 80 caminhões financiados e só 20 pagos, ela está numa situação complicada”, afirma. Valdívia diz que o momento é de adiar a renovação de frota. “Quem tem pouco caminhão para pagar, consegue passar melhor pela crise.”

Postado por: 4Truck | www.4truck.com.br

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Pela primeira vez, TRC apresenta saldo de emprego negativo no semestre.

No primeiro semestre de 2015, as empresas de transporte rodoviário de carga do Pais fizeram 2.548 demissões a mais que contratações. É a primeira vez que o setor tem saldo negativo de empregos desde 2007 – primeiro ano em que é possível fazer a comparação no site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O pior resultado anterior era o de 2009, quando o saldo foi positivo em 10.742 vagas. E o melhor, em 2010, quando o TRC contratou 48.475 funcionários a mais que demitiu.

Os números mostram a gravidade da crise econômica sobre o setor, que havia passado por uma década de prosperidade. “Sou caminhoneiro há 22 anos. Nunca passei uma época assim. Os fretes estão ruins, o diesel só aumenta, os pedágios também”, afirma Márcio Nishimura, autônomo de Goiânia. Puxando carga seca e fracionada, ele diz que a situação piorou muito desde janeiro. “Tinha um frete para São Paulo que pagavam R$ 3.200. Agora pagam R$ 2.300″, afirma. Devido ao caro pedágio paulista, ele deixou de viajar para o Estado.

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Márcio Nishimura

Para tentar manter seu negócio, diz que passou a abastecer somente à vista. “Pago R$ 2,59 no litro do diesel. Se for com prazo de 10 dias, sobe para R$ 2,89″, conta. Os pneus, que pagaria R$ 1.400 a prazo, ele conseguiu por R$ 1.200 à vista. “Às vezes, até penso em desistir da minha profissão, mas eu gosto do que faço. Espero que as coisas melhorem”, declara.

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O autônomo de São Paulo Wanderley Queiroz jogou a toalha. Vendeu o caminhão (Volvo NL12 420 6×4) e foi trabalhar como taxista. “Era agregado na Usiminas. Fazia todo interior de São Paulo. O pedágio estava muito caro. Passei a fazer fretes mais baratos dentro da capital. Mas, a crise não deu trégua. Atendia várias montadoras. Com a queda nas vendas de automóveis e caminhões, a quantidade de frete despencou”, conta.

Já Luiz Antônio Rodrigues, dono da Expresso Luizão, de Contagem (MG), não se deixa abater. Ele montou sua empresa recentemente e faz o transporte de produtos Sealed Air (embalagens) com exclusividade em Minas Gerais. Rodrigues tem expectativa de que sua “pequena transportadora” irá dobrar de tamanho. “Estou negociando com uma outra grande distribuidora”, afirma.

Para baixar custos, diz estar ele mesmo pilotando um dos veículos da empresa. “Assim, eu conheço melhor as rotas e consigo otimizar as entregas com mais organização”, conta. Antes de ir para a estrada, as rotas consumiam três dias. Agora levam dois.

Há pouco tempo, Rodrigues ouviu de um amigo uma mensagem de otimismo. “Ele falou que estou iniciando uma empresa em um dos períodos mais turbulentos da economia. E que, quando vier a calmaria, estarei sólido por ter sobrevivido a toda esta tempestade. Torço para que ele esteja certo”, declara. A Expresso Luizão tem dois carros próprios e trabalha com seis agregados.

Entre 30% e 60% foi a redução de fretes sentida pela Transportes Inácio, com sede em Peritiba (SC). O proprietário Jeferson Luis Knob conta que diminuiu o número de viagens em que as sete carretas-baú frigorificadas da empresa seguem vazias. “Ainda que, na maioria das vezes, o frete de retorno seja só para pagar o diesel, a gente conseguiu diminuir em 50% as viagens sem carga”, declara.

Sem fórmula mágica

O assessor técnico da NTC&Logística Lauro Valdivia diz que não há fórmula mágica para as empresas adotarem durante a crise. A receita é a mesma de sempre: aumentar a produtividade dos caminhões e reduzir custos. “Tem de fazer todo o possível para reduzir a ociosidade dos veículos. Até, se for o caso, contratando mais um motorista para cada caminhão. E tentar reduzir o tempo de carga e descarga”, ensina.

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Valdívia: quanto maior a distância, menor o impacto

Ele ressalta que quem mais tem sofrido com a crise são as empresas que compraram muitos caminhões nos últimos anos, empolgadas com as facilidades dadas pelo governo. “Se a empresa tem 80 caminhões financiados e só 20 pagos, ela está numa situação complicada”, afirma. Valdívia diz que o momento é de adiar a renovação de frota. “Quem tem pouco caminhão para pagar, consegue passar melhor pela crise.”

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