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São Paulo permanece como líder de roubo de cargas no Brasil. (Foto: Reprodução)

Segundo um levantamento da Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) a respeito do roubo de cargas em 2022, São Paulo se destacou como o estado que apresentou mais casos de roubos de mercadorias no transporte rodoviário do país.

O estudo também apontou que a região Sudeste permanece como a mais impactada no Brasil, representando 85,1% das ocorrências nacionais. Em seguida, vêm as regiões Sul, com 6,1%, Nordeste, com 4,6%, Centro-Oeste, com 2,8%, e Norte, com 1,2%.

Para se ter uma ideia, o estado de São Paulo sozinho representa 45,2% do total, com 5.920 ocorrências. Estima-se que as perdas monetárias decorrentes do roubo de cargas somaram aproximadamente R$ 1,2 bilhão em todo o país, sendo R$ 966,5 milhões concentrados apenas na região Sudeste.

O roubo de cargas representa um desafio difícil para fabricantes, fornecedores, operadores de terminais e prestadores de serviços de logística e transporte, uma vez que além do roubo físico, é possível haver também o cibernético ou fraude de documentação, onde a propriedade, o destino ou o conteúdo de uma remessa de carga são alterados.

Sendo assim, os criminosos podem explorar vulnerabilidades no processo de transporte, tais como práticas de segurança fracas, formação insuficiente dos motoristas ou instalações não seguras. 

O roubo de cargas em São Paulo é um problema se manifesta de diversas formas. O tráfego congestionado da cidade e as complexas redes rodoviárias apresentam oportunidades para os ladrões interceptarem caminhões, especialmente em áreas onde o congestionamento deixa a circulação de mercadorias mais lenta.

Nesse cenário, a colaboração entre as autoridades locais e as empresas de segurança privada é crucial para uma ação de resposta mais abrangente e eficaz. O aumento da presença policial, especialmente em áreas conhecidas como hotspots, e a implementação de soluções tecnológicas, como sistemas de localização e vigilância por GPS, são fundamentais para reduzir as ocorrências de roubo de carga.

Além dos prejuízos financeiros para as empresas, os roubos de carga representam riscos para a segurança e a saúde públicas. Os produtos farmacêuticos roubados, por exemplo, quando não bem conservados, podem chegar às mãos de pessoas desavisadas, colocando vidas em risco. Em outras palavras, o impacto do roubo de carga estende-se muito além dos próprios bens roubados, afetando a economia, indústrias e a segurança geral da cadeia de abastecimento.