A reunião entre governo e representantes dos motoristas acabou e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, apresentou algumas propostas para por fim as manifestações de caminhoneiros por todo o País.

Uma das propostas é a sanção integral da nova lei do descanso, que atende aos interesses de empresários e motoristas autônomos, mas prejudica a situação dos motoristas empregados, que terão sua jornada de trabalho aumentada e não terão remuneração pelas horas esperando carga e descarga. A CUT estava presente na discussão, e também defendeu a nova lei.

Ainda dentro da lei, causa espanto a concordância do governo em aceitar alguns pontos que influenciam os contratos de concessão, como obrigatoriedade de construir pontos de apoio e a liberação do pedágio para eixos erguidos. Esse ponto gera dúvida no Pé na Estrada pois a presidência já o vetou em outras oportunidades, como na aprovação da Lei 12.619 e no veto integral do PL 785/2011.

Outra proposta do governo foi segurar o preço do diesel por seis meses. Isso falando de novos aumentos, ou seja, o preço de hoje se mantém.

Uma mudança que há muitos anos se pedia e que está nas propostas do governo, segundo Diumar Bueno, Presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autonômos, é que as balanças considerem o peso bruto total do caminhão, não mais por eixo.

O governo propôs ainda prorrogar por mais 12 meses os financiamentos já feitos pelo pró-caminhoneiro e pelo FINAME e que empresários e caminhoneiros devem estabelecer uma tabela de frete mínimo.

As entidades presentes na reunião aceitaram as propostas e tudo indica que devem pedir aos motoristas que liberem as rodovias pelo País.

 

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Fonte: Paula Toco | Pé na Estrada

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