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Os preços dos pneus para ônibus e caminhões deverão porque a indústria nacional não consegue produzir o suficiente para atender a demanda interna. A previsão é do diretor executivo da Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (ABIDIP), Milton Favaro Junior, que acrescenta ainda que os fabricantes instalados no País são responsáveis por 34% das importações de pneus para veículos de passeio, 47% das compras externas de pneus de carga (caminhões e ônibus), mais de 70% das importações de pneus agrícolas e por mais de 60% dos pneus industriais que entram no mercado brasileiro.

Ainda segundo Favaro Junior, nessa equação de juros mais altos, de câmbio volátil (e subindo), de inflação sendo revisada para cima e de expectativa de baixíssimo crescimento da economia, a ABIDIP alerta sobre um possível anúncio por parte do governo federal de aplicação de novas taxas por antidumping sobre pneus de caminhões e ônibus que hoje são importados de seis países considerados parceiros comerciais do Brasil. São eles, a África do Sul, Rússia, Coréia do Sul, Taiwan, Japão e Tailândia.

“Cabe ressaltar um aspecto muito importante: a indústria brasileira não importa pneus de nenhum desses países – eleitos pela defesa comercial desejada pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) e, mais que isso, estão fora de qualquer possibilidade de antidumping os países que fornecem pneus a esse pequeno grupo de multinacionais transvestidas de empresas brasileiras”, afirma Favaro Junior.

Ele acrescenta que o alerta aos consumidores, empresas de transportes e frotistas se justifica porque ao praticar a sobretaxa por dumping sobre seis parceiros comerciais do Brasil, o Governo Federal estará desestruturando a cadeia de abastecimento de pneus e gerando desemprego no setor, assim como a redução da geração de impostos e formalizando o oligopólio do setor de pneus. Na sua visão, somente a indústria vai produzir, somente ela vai vender e somente ela vai importar. E tudo isso a que preço, questiona.

“O impacto disso parece pequeno para o cidadão comum, que ao olhar para um pneu vê apenas um pneu e pronto, mas é muito grande para as empresas de transportes. Com o aumento de preços dos pneus os fretes e as tarifas vão subir”, acrescenta o diretor executivo da ABIDIP.

Fonte: O Carreteiro
Fonte: Caminhão com Dívidas
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