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O agronegócio é um dos setores mais poderosos de nossa economia, sendo responsável sozinho por quase ¼ do PIB, de acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Além disso, a exportação de grãos e outras commodities do gênero alimentício são fundamentais para o equilíbrio da balança comercial.

A realidade, porém, é que seria possível melhorar ainda mais esses resultados não fossem alguns problemas estruturais.

Os gargalos logísticos e alto custo do frete minam a competividade do produto brasileiro no exterior e encarecem os preços no mercado interno.

Por isso, quando melhorias dessas questões são anunciados, mesmo que locais, é um motivo de comemoração.

Redução do custo do frete: nova rota do milho em Santa Catarina

O mais recente exemplo de melhorias no que diz respeito à infraestrutura e logística vem de Santa Catarina.

Foi implementada a Rota do Milho, que surge como uma alternativa mais viável e barata para suprir a demanda pelo grão.

O milho é um dos principais insumos da agroindústria, utilizado, por exemplo, na alimentação na criação de suínos, aves e gado.

Sendo assim é de vital importância que seja possível reduzir os custos envolvidos ao grão sem prejudicar o produtor.

Logo, a opção pelo investimento em infraestrutura com objetivo de reduzir o custo do frete é uma alternativa inteligente que traz ganhos a todos.

Com a Rota do Milho o estado poderá ser abastecido pelo Paraguai, com os caminhões passando pela Argentina e chegando a Santa Catarina por meio de Dionísio Cerqueira.

O percurso do grão pelo modal rodoviário do Centro-Oeste será reduzido de 2.000km para, aproximadamente, 350km.

Vale lembrar que o setor agroindustrial focado na criação de animais tem forte presença naquele estado.

Atualmente, a produção local de milho apresenta um déficit de 55% em comparação à demanda existente no estado, obrigando a compra do insumo em outras localidades.

O custo do frete se mostra, assim, essencial para a manutenção da competividade das empresas do estado.

E como será essa nova rota?

Na nova rota, o milho será embarcado no Porto 7 de Agosto, em Carlos Antonio López, no Paraguai.

De lá, seguirá via hidrovias até o Porto de Piray, na Argentina, entrando novamente no Brasil pela aduaneira de Dionísio Cerqueira.

Para viabilizar o projeto foram realizadas intensas negociações com os governos de países vizinhos e mostram que é possível integrar os países do Mercosul de forma mais direta.

No estado a implementação do novo trajeto é comemorada pela agroindústria, possibilitando manter a competividade das empresas da região.

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Até a próxima!

Postado por: Osmar Oliveira – 4TRUCK | www.4truck.com.br