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Grande parte da vida moderna é uma questão de mobilidade. As pessoas precisam se deslocar de um lugar para outro, seja a trabalho ou a lazer, e as empresas precisam entregar seus bens e serviços quando são solicitadas. Todos os dias, milhões de pessoas em áreas urbanas dirigem carros ou usam transporte público e milhares de itens são entregues por veículos comerciais.

O movimento de pessoas e objetos requer uma infraestrutura complexa que nem sempre funciona com a eficiência que se deseja. As ruas da cidade rapidamente ficam congestionadas, as rodovias são propensas a lentidão e atrasos, as vagas de estacionamento são valiosas e o transporte público pode ser um mar de pessoas nos horários de pico.

Nesse contexto, o transporte rodoviário é uma peça-chave para impulsionar a economia, pois ele permite que as empresas enviem mercadorias e serviços a todos os cantos do país. Os consumidores têm acesso aos bens de que precisam e as empresas podem expandir seus negócios, chegando a mais locais e gerando mais empregos. Graças à indústria de caminhões, os comércios locais e nacionais podem crescer e florescer.

Seguindo essa linha, os caminhões de médio porte também ajudam as empresas a prosperar. Caminhões de linha leve são veículos de carga projetados para transportar cargas menores em comparação a caminhões pesados ​​ou caminhões de grande porte. Eles são utilizados geralmente em atividades de transporte urbano, como distribuição local, entregas de curta distância e serviços que exijam um veículo de carga menor e mais ágil.

Os caminhões de porte leve são um ponto crucial nas cadeias logísticas, facilitando a entrega eficiente de mercadorias na “última milha” em áreas urbanas, além de serem essenciais para a prestação de serviços. Em outras palavras, eles desempenham um papel vital nos planos de mobilidade urbana e logística sustentáveis.

Segundo um estudo realizado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) em 2022, o número de veículos comerciais leves cresceu 2,5% comparado ao ano anterior, atingindo um total de 6 milhões de unidades circulando pelo Brasil afora. A pesquisa também apontou que cerca de 31,1% desses veículos apresentam uma idade média de até 5 anos, enquanto 60,9% estão na faixa de 6 a 15 anos e 8,1% possuem uma idade superior a 16 anos.

Alguns fatores podem ser utilizados para classificar um caminhão de linha leve, como a capacidade de carga e o peso do veículo, geralmente inferior a 7 toneladas. Sendo assim, esses veículos são menores e mais manobráveis do que caminhões pesados, o que os torna mais adequados para operações em áreas urbanas densas e congestionadas, com espaço limitado e ruas estreitas. Ademais, eles podem ser equipados com carrocerias ou caçambas que permitem acomodar diferentes tipos de carga.

Muitos caminhões de linha leve são projetados para serem mais eficientes em termos de consumo de combustível, oferecendo maior economia em comparação com caminhões pesados. Isso pode ser especialmente vantajoso em rotas de entrega de curta distância, onde há paradas frequentes e início e parada constantes. Além disso, os caminhões leves são frequentemente projetados para serem mais eficientes em termos de emissões de poluentes.

Com a crescente preocupação com a qualidade do ar e a sustentabilidade ambiental nas cidades, os caminhões leves podem contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa e da poluição do ar em comparação com caminhões pesados. Futuramente, a adoção de veículos elétricos e outras tecnologias de propulsão mais limpas em caminhões leves pode ajudar a melhorar ainda mais o impacto ambiental.

De forma geral, os caminhões leves desempenham um papel fundamental na mobilidade urbana, tornando as operações de transporte de carga mais acessíveis, eficientes e sustentáveis em áreas urbanas. Eles contribuem para a redução do congestionamento, melhoram o fluxo nas vias, reduzem as emissões de poluentes e facilitam as entregas de curta distância (last mile).