As vantagens e desvantagens dos caminhões elétricos – DICA DO HOMEM DO BAÚ #270

Caminhões elétricos foram destaque no Salão de Hannover de 2018

Assim como os veículos elétricos de passeio já são realidade pelo Brasil, muito em breve será notório ver mais caminhões movidos à energia pelas ruas e estradas do país, como já vem acontecendo pela Europa. Os primeiros chegaram por aqui em 2018 por encomenda de uma empresa de saneamento básico de Indaiatuba (SP) para serem destinados à coleta e transporte de resíduo.

Com o mundo pensando cada vez mais “verde”, é uma tendência adotar medidas mais amplas para diminuir a emissão de gases poluentes, tão prejudiciais ao meio ambiente, incluindo à vida humana e animal.

Tanto isso é verdade que podemos recordar o Salão de Hannover, realizado no final de setembro de 2018 na Alemanha, e que teve como foco os caminhões elétricos, mais leves e silenciosos e, consequentemente, mais confortáveis sonoramente e ergonomicamente para condutores.

Os primeiros caminhões elétricos do mundo se equiparam aos carros em se tratando de autonomia. Os modelos lançados recentemente têm entre 120 quilômetros e 350 quilômetros de capacidade, não muito diferente dos veículos elétricos.

Contudo, o que não podemos comparar entre um e outro é a quilometragem de circulação média diária. Enquanto um veículo de passeio roda, por exemplo, entre 20 quilômetros a 40 quilômetros por dia, um caminhão certamente vai rodar muito além disso, especialmente porque a finalidade dele, possivelmente, terá relação com entregas e outros serviços comerciais, justificando as longas distâncias por horas a fio.

Outra questão a ser levada em consideração é o mecanismo de recarga das baterias. No Brasil, é possível recarregar os veículos elétricos em alguns pontos específicos ao longo de estradas pelo estado de São Paulo, por exemplo. Contudo, ainda não foi falado como a tecnologia se dará quando os caminhões elétricos chegarem por aqui. Serão necessárias estações de recarga diferentes das já existentes? Serão necessários mais pontos de recarga, haja vista a amplitude territorial de circulação dos caminhões?

Outro ponto crucial, que poderá impactar na escolha entre um caminhão movido a combustível fóssil e um movido a energia elétrica é o tempo de recarga. A recarga de um carro pode levar entre 1h30 e 8 horas, dependendo do nível que se quer atingir. E a pergunta que fica é: quem usa o caminhão para fazer entregas e tem horário para cumprir, terá todo esse tempo hábil para esperar por uma recarga? Afinal, levamos entre cinco a dez minutos para abastecer em um posto de combustível convencional.

Apesar de ainda não termos disponíveis valores, o preço de um caminhão elétrico deve acompanhar a realidade que já existe entre os valores de um carro movido a gasolina/álcool e um elétrico: três vezes mais em relação ao modelo tradicional.

 

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Até a próxima!

 

Osmar Oliveira

CEO

4TRUCK Soluções Sobre Rodas

 

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