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A escória de aciaria é um resíduo gerado na produção do aço. Apenas em 2013, as siderúrgicas instaladas no país geraram 5,13 milhões de toneladas desse resíduo, segundo cálculo do Instituto Aço Brasil. Parte desse material é reaproveitada no processo siderúrgico. Outra parte é transformada em matéria-prima para outras atividades produtivas, são os chamados coprodutos siderúrgicos.

O principal emprego da escória de aciaria é na pavimentação de vias em substituição a brita (pedra). As vantagens da troca são muitas: o asfalto ganha maior resistência mecânica, o que significa maior durabilidade e maior capacidade de suportar cargas de peso elevado. Além disso, o custo também é menor.

O material ainda gera benefícios ambientais. Evita que a escória seja encaminhada para aterros e, por outro lado, reduz a necessidade de exploração de um recurso natural, a brita, obtida com a mineração de pedreiras.

O uso da escória de aciaria em pavimentação é uma inovação gerada na ArcelorMittal. A usina Monlevade, em Minas Gerais, desenvolveu uma mistura que une escória de baixa granulometria com argila, numa proporção que varia de 70% a 80% e 30% a 20%, respectivamente. A mistura é aplicada na pista onde é umedecida e compactada com o emprego de motoniveladora e rolo vibratório liso.

A técnica tornou-se referência para outras unidades siderúrgicas. A ArcelorMittal Tubarão, por exemplo, desde 2006 já doou para municípios do Espírito Santo, onde está instalada, aproximadamente um milhão de toneladas de escória de aciaria que foram utilizadas para pavimentar cerca de 400 km de estradas vicinais, aquelas que interligam as cidades do interior e suas zonas rurais. A distância equivale a extensão da via Dutra, que une São Paulo ao Rio de Janeiro.

Fonte: IG 

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