Entre Junho e agosto deste ano dez pessoas já morreram no trecho entre Tapejara o trevo de acesso à Alto Piquiri da rodovia estadual PR-323. Dentre outros, grande parte dos acidentes são causados por excesso de velocidade e ultrapassagens em locais perigosos. Na semana de trânsito, as autoridades fazem um alerta para os condutores.
Das vítimas que sofreram acidentes, três delas chegaram a ser socorridas, porém, não resistiram. As obras de duplicação da rodovia deveriam ter começado no “segundo semestre”, mas ainda não foram iniciadas. Para a população, o número de acidentes seria menor se a duplicação já existisse.
De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) de Cruzeiro do Oeste, que administra o trecho, a maioria dos acidentes ocorreram em agosto, quando quatro pessoas morreram na hora, durante as batidas e outras três foram encaminhadas para o atendimento médico, contudo, acabaram morrendo momentos depois.
Em julho houve um acidente com vítima fatal no trecho e em junho o número registrado foi dois. Apesar de contabilizar dez vítimas no trimestre a PRE acredita que o número não esteja fora da “normalidade”, embora confirme que o ideal seria zerar a estatística. 
Radar na 323 em Umuarama
Nesta semana, a Polícia Rodoviária Estadual realizou uma fiscalização com os radares eletrônicos móveis na rodovia estadual PR-323, no perímetro urbano de Umuarama. O fluxo diário de veículos em frente ao posto da PRE em Cruzeiro do Oeste é de 13 mil. Em períodos de escoamento de safra, queda do dólar e eventos na cidade, o número tende a aumentar.
Para o sargento Ronedilson Gomes, da PRE, a duplicação da rodovia será imprescindível para a redução dos acidentes. “Com certeza irá diminuir [os acidentes] porque grande parte deles ocorrem por ultrapassagens, e, com pista dupla, elas diminuem e quando acontecem são mais seguras”, explica o sargento Gomes.
Durante duas horas as equipes fizeram a fiscalização e flagraram motoristas transitando acima da velocidade no trecho urbano da via. Já fora do perímetro urbano a situação não difere. Para o sargento, o fluxo intenso de caminhões e atrasa a viagem, e, por consequência, faz com que os motoristas façam mais ultrapassagens. “Como o veículo [caminhão] é lento, muitas vezes os condutores de automóveis querem sair logo, e excedem a velocidade”, afirma.
Coloca o cinto!
O instinto natural dos motoristas em diminuir a velocidade ou colocar o cinto de segurança quando veem uma blitz pode dar sensação de livramento da multa, no entanto, não funciona. Os equipamentos móveis de radar utilizados pelos patrulheiros têm alcance de 500 metros, ou seja, quando o condutor infrator percebe a irregularidade, ela já foi computada.
As infrações ficam armazenadas no radar, que registra as imagens. Elas são enviadas diretamente do posto policial para o Detran, e então são lavradas as multas.
Outra atitude comum dos motoristas é alegar que não havia sinalização durante a fiscalização. Conforme a resolução 396, de dezembro de 2011, que consta no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em pistas duplas – como é o trecho urbano da PR-323, os radares móveis devem respeitar a distância que varia de 100 a 300 metros após a sinalização que indica o limite de velocidade da via. Assim, o motorista já foi “avisado” de quanto é permitido transitar na pista e não pode “culpar” os radares.
Nas federais
Já nas rodovias federais em cinco meses de todo Estado foram registradas 28 mortes em 142 acidentes. No comparativo com o ano passado houve aumento (ocorreram 19 mortes em 155 acidentes em 2013). 
As causas mais comuns de acidentes nas rodovias, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF) são a imprudência, e as ultrapassagens perigosas, que são causadoras de quase 3% dos acidentes. Porém, o número que assusta, é que em 30% dos casos de mortes nas rodovias federais do Estado o acidente envolvia ultrapassagem perigosa. 
 

Fonte: Ilustrado

Postado por: 4Truck | www.4truck.com.br

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